Assembleia Legislativa vota reajuste do Piso Regional com mobilização sindical no RS

 Assembleia Legislativa vota reajuste do Piso Regional com mobilização sindical no RS
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O plenário da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul votou nesta terça-feira o projeto do governo do Estado que reajusta em 5,35% o Piso Regional gaúcho. A sessão foi acompanhada por dirigentes sindicais, trabalhadores e representantes de diversas entidades que estiveram mobilizados na defesa da valorização do salário mínimo regional.

A CTB-RS participou da mobilização ao lado da Fecosul, federações, sindicatos e demais centrais sindicais, pressionando os parlamentares para garantir um reajuste mais próximo das reivindicações apresentadas pelo movimento sindical.

Durante a votação, a CTB-RS e a Fecosul manifestaram apoio à emenda apresentada pelo deputado estadual Miguel Rossetto, que propunha reajuste de 9,11% para o Piso Regional, percentual considerado pelas entidades mais adequado para recuperar as perdas salariais acumuladas pelos trabalhadores gaúchos.

As entidades criticaram o índice de 5,35% proposto pelo governo Eduardo Leite, considerado insuficiente diante da inflação e da alta do custo de vida no estado. Inicialmente, as centrais sindicais defendiam reajuste de 15,98%, percentual posteriormente reduzido para 10% durante as negociações com o governo.

O presidente da Fecosul, Guiomar Vidor, destacou que o reajuste aprovado amplia as perdas do Piso Regional em relação ao salário mínimo nacional e afeta diretamente mais de 1,3 milhão de trabalhadores gaúchos.

Durante a mobilização, o presidente da CTB-RS, Rodrigo Calais, reforçou a importância da luta sindical em defesa da valorização salarial e da dignidade da classe trabalhadora.

“O Piso Regional é uma ferramenta fundamental para garantir renda, dignidade e melhores condições de vida para os trabalhadores e trabalhadoras do Rio Grande do Sul. Seguiremos mobilizados por uma política permanente de valorização salarial.”

Para a CTB-RS, o Piso Regional possui papel estratégico na economia gaúcha, servindo como referência para negociações coletivas de diversas categorias e fortalecendo o comércio, os serviços e a geração de renda no estado.

Matéria: Daiana Correia


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