Fim da Escala 6×1 avança na Câmara e mobilização se volta agora para o Senado

 Fim da Escala 6×1 avança na Câmara e mobilização se volta agora para o Senado
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A aprovação, pela Câmara dos Deputados, da proposta que põe fim à escala 6×1 representa uma importante vitória da classe trabalhadora brasileira. O texto aprovado estabelece jornada semanal de 40 horas, sem redução salarial, e garante uma escala de cinco dias de trabalho para dois dias de descanso.

A conquista é resultado da intensa mobilização dos sindicatos, movimentos sociais e da sociedade civil, além do apoio do governo do presidente Lula. A proposta recebeu amplo respaldo popular, com mais de 73% de aprovação da população, e foi aprovada por expressivos 472 votos favoráveis, contra apenas 22 contrários.

Para o presidente da Fecosul, Guiomar Vidor, a aprovação na Câmara representa apenas a primeira etapa da luta. Segundo ele, o movimento sindical precisa ampliar a pressão sobre o Senado Federal, onde setores conservadores e empresariais já se articulam para tentar impedir o avanço da proposta.

A preocupação aumentou após a apresentação de uma PEC assinada por parlamentares da direita, que busca flexibilizar ainda mais as relações de trabalho e pode representar ameaças a direitos como férias, 13º salário, horas extras, recolhimento previdenciário e estabilidade contratual.

O presidente da CTB-RS, Rodrigo Callais, destacou que a vitória na Câmara demonstra a força da mobilização popular, mas alertou que a batalha decisiva ainda está por vir.

“Mostramos que a organização dos trabalhadores pode vencer a resistência dos setores que lucram com jornadas exaustivas. Agora precisamos ampliar a mobilização em todo o país para garantir que o Senado respeite a vontade da maioria da população e aprove definitivamente o fim da escala 6×1. Esta é uma pauta de dignidade, saúde e qualidade de vida para milhões de brasileiros”, afirmou Callais.

A CTB-RS e a Fecosul defendem que a redução da jornada de trabalho é uma medida necessária para melhorar as condições de vida da classe trabalhadora, especialmente de mulheres e jovens, que estão entre os mais afetados pela escala 6×1. As entidades reforçam que a mobilização continuará nas ruas, nos locais de trabalho e nas redes sociais até que a proposta seja aprovada também pelo Senado Federal.

Matéria: Daiana Correia


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