Centrais sindicais e movimentos sociais realizam grande ato em Porto Alegre no Dia Internacional da Mulher

 Centrais sindicais e movimentos sociais realizam grande ato em Porto Alegre no Dia Internacional da Mulher
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Violência contra a mulher, machismo, misoginia, assédio moral e sexual, desigualdade de direitos e o fim da escala de trabalho 6×1. Essas foram algumas das principais pautas do ato realizado neste domingo (8), em Porto Alegre, em alusão ao Dia Internacional da Mulher. A CTB-RS esteve presente nessa grande mobilização que reuniu centenas de participantes e integrou uma jornada nacional de manifestações organizadas por entidades sindicais, movimentos sociais e organizações feministas em todo o Brasil.

Na capital gaúcha, cerca de 70 entidades participaram da atividade. A concentração ocorreu na Ponte de Pedra, no Largo dos Açorianos, de onde manifestantes seguiram em caminhada até a Praça do Aeromóvel, na Orla do Guaíba. Ao longo do trajeto, mulheres e apoiadores carregaram cartazes e faixas com denúncias contra a violência de gênero e em defesa de mais políticas públicas para proteger as mulheres.

Além da caminhada, o evento contou com apresentações culturais, feira de economia solidária e distribuição de materiais informativos sobre direitos e formas de enfrentar a violência. A mobilização também chamou atenção para os altos índices de violência contra as mulheres. Somente no Rio Grande do Sul, 20 feminicídios já haviam sido registrados até o início de março de 2026. Para efeito de comparação, ao longo de todo o ano de 2025 foram contabilizados 80 casos no estado, o que reforça a urgência de políticas públicas mais efetivas de prevenção e proteção.

Para a secretária de Mulheres da CTB-RS, Eremi Melo, esse dia foi um momento histórico de mobilização e resistência. “O 8 de março nasceu da luta das mulheres por emancipação e direitos. Neste ano, queremos que a data seja marcada também como um momento de luto e luta pela nossa sobrevivência e pelo respeito. Queremos poder andar nas ruas sem medo de sofrer violência”, destacou.

A vereadora de Porto Alegre, Abigail Pereira, que participou da mobilização representando também a União Brasileira de Mulheres (UBM), alertou para o crescimento da violência no estado e a necessidade de ampliar investimentos em políticas públicas. “A violência contra a mulher se tornou uma verdadeira epidemia no Rio Grande do Sul. Precisamos de muito mais do que lamentos. É necessário orçamento para enfrentar essa realidade, com mais delegacias especializadas, casas de acolhimento e políticas de proteção às mulheres”, afirmou.

Outro tema presente na mobilização foi a luta pelo fim da escala de trabalho 6×1, pauta que tem ganhado força em todo o país. Para as entidades sindicais, a redução da jornada é fundamental para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, especialmente das mulheres, que muitas vezes enfrentam jornadas duplas ou triplas entre o trabalho formal e as responsabilidades domésticas.

O presidente da CTB RS, Rodrigo Callais, destacou a importância da mobilização e da unidade entre as entidades. “A forte presença de entidades sindicais e movimentos sociais demonstra o compromisso coletivo com a defesa dos direitos das mulheres e dos trabalhadores e trabalhadoras do Rio Grande do Sul”, ressalta.

O Dia Internacional da Mulher foi marcado por manifestações em diversas cidades brasileiras. Em todo o país, as mobilizações reforçaram pautas como o combate à violência de gênero, igualdade salarial, direitos trabalhistas, democracia e justiça social.

Como buscar ajuda

Mulheres que estejam em situação de violência podem procurar ajuda por meio dos seguintes canais:

Brigada Militar – 190
Se a violência estiver acontecendo naquele momento, a vítima ou qualquer pessoa pode ligar imediatamente para o 190. O atendimento é 24 horas.

Central de Atendimento à Mulher – Disque 180
Serviço gratuito que recebe denúncias, orienta sobre direitos e encaminha as vítimas para atendimento especializado. Funciona 24 horas por dia em todo o Brasil.

Delegacias da Mulher ou Delegacias de Polícia
A vítima pode registrar ocorrência e solicitar medidas protetivas. Também é possível fazer o registro pela Delegacia Online.

Defensoria Pública – 0800 644 5556
Oferece orientação jurídica gratuita para mulheres em situação de violência.

Centros de Referência de Atendimento à Mulher
Espaços que oferecem acolhimento psicológico, social e orientação jurídica.


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