CTB defende fim da escala 6×1 e redução da jornada em audiência pública no Senado
A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Rio Grande do Sul (CTB-NACIONAL) participou, nesta quarta-feira (1º), da audiência pública realizada no Senado Federal para debater a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salários.
Representando a CTB-NACIONAL, o presidente Rodrigo Callais utilizou a tribuna do Senado para defender a aprovação da proposta e destacar a importância da redução da jornada como uma medida de valorização da classe trabalhadora, de preservação da saúde física e mental dos trabalhadores e de promoção de uma melhor qualidade de vida.
Durante sua manifestação, Callais ressaltou que o atual modelo de jornada tem provocado o adoecimento de milhares de trabalhadores e reforçou que a redução da carga horária acompanha as transformações do mundo do trabalho, representando um avanço necessário para o país.
A audiência pública foi proposta pelo senador Paulo Paim e reuniu representantes das centrais sindicais, parlamentares, especialistas e entidades da sociedade civil para discutir os impactos sociais, econômicos e produtivos da PEC. Ao longo do debate, foram apresentados estudos que contestam os argumentos de aumento excessivo de custos para as empresas, demonstrando que a redução da jornada é viável e pode gerar benefícios para trabalhadores, empregadores e para a economia.
A delegação gaúcha também contou com a participação da FECOSUL, representada pelo presidente Guiomar Vidor, pelo vice-presidente Daniel Rockenbach e pela tesoureira Cristina Mendes.
Outro ponto considerado importante foi o compromisso assumido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, de encaminhar a proposta para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), destravando a tramitação da PEC.
Para a CTB, a mobilização da classe trabalhadora será decisiva para garantir a aprovação da proposta. A entidade reafirma que seguirá atuando junto ao movimento sindical e ao Congresso Nacional em defesa do fim da escala 6×1 e da redução da jornada de trabalho, como medidas fundamentais para assegurar mais saúde, dignidade e qualidade de vida aos trabalhadores brasileiros.
Matéria: Daiana Correia



