Dirigentes da CTB RS participam da II Conferência Nacional do Trabalho e reforçam luta pela jornada de 40 horas
A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) participa da II Conferência Nacional do Trabalho, realizada entre os dias 3 e 5 de março, no Centro de Convenções Anhembi, em São Paulo, reunindo lideranças sindicais, representantes do governo federal e do setor empresarial para debater os desafios do mundo do trabalho e construir propostas para políticas públicas voltadas ao trabalho decente no Brasil. 
A CTB nacional esta representada pelo presidente Adilson Araújo, pelo secretário-geral Ronaldo Leite e por dirigentes de diversas regiões do país. O evento integra um processo coordenado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, em um espaço de diálogo tripartite que busca fortalecer a participação social na formulação de políticas para o mundo do trabalho. 
A cerimônia de abertura ocorreu na noite de terça-feira (3), no Teatro Celso Furtado, também no complexo do Anhembi, e contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, além de representantes das centrais sindicais de todo o país. 
Presença gaúcha na conferência
A delegação do Rio Grande do Sul também esta presente na conferência, reforçando o protagonismo do estado nos debates nacionais sobre direitos trabalhistas e organização sindical. Participam das atividades o presidente da CTB RS, Rodrigo Callais, o presidente da FECOSUL RS, Guiomar Vidor, e a dirigente do Sindicomerciários Caxias, Ivanir Perrone, que acompanham os debates com representantes de diversas entidades sindicais do país.

Para Rodrigo Callais, a conferência representa um espaço fundamental para reafirmar a centralidade do trabalho no projeto de desenvolvimento do país e para fortalecer a unidade do movimento sindical em torno das pautas estratégicas da classe trabalhadora.
Redução da jornada e fim da escala 6×1
Entre os principais temas debatidos na conferência está a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salários, pauta histórica do movimento sindical brasileiro. Durante o encontro, o presidente da CTB, Adilson Araújo, destacou que a reivindicação faz parte de uma luta histórica da classe trabalhadora, que já conquistou avanços importantes, como a redução da jornada para 44 horas na Constituição de 1988. 
Segundo ele, a redução da jornada está em sintonia com as transformações tecnológicas e produtivas do mundo do trabalho e pode contribuir para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, fortalecer a convivência familiar e gerar empregos. A proposta defendida pela central prevê a adoção da escala 5×2, com jornada de 40 horas semanais, medida que poderia criar milhões de novos postos de trabalho no país. 
Conferência debate futuro do trabalho
A II Conferência Nacional do Trabalho reúne representantes das centrais sindicais, entidades patronais, especialistas e autoridades públicas para discutir temas como negociação coletiva, proteção social, impactos das novas tecnologias, geração de empregos e fortalecimento do diálogo social.
Para os dirigentes da CTB, o encontro é uma oportunidade estratégica para avançar em propostas que garantam mais direitos, melhores condições de trabalho e um desenvolvimento econômico com justiça social.


