Greve da educação e ato no Piratini reforçam mobilização contra leilão de escolas públicas estaduais no RS
Trabalhadores e trabalhadoras da educação estadual realizaram, nesta sexta-feira (26), uma greve e um ato público em frente ao Palácio Piratini, em Porto Alegre, em protesto contra o leilão de escolas públicas promovido pelo governo do Estado por meio de Parcerias Público-Privadas (PPPs).
A mobilização, convocada pelo CPERS Sindicato, reuniu educadores, estudantes, centrais sindicais e movimentos sociais para pressionar o governo de Eduardo Leite e Gabriel Souza a suspender o processo de concessão de 98 escolas estaduais à iniciativa privada. A categoria denunciou que a medida representa a privatização da educação pública, ameaça a autonomia das instituições de ensino e coloca em risco os direitos dos trabalhadores da educação.
Para o 1º vice-presidente do CPERS Sindicato e secretário de Comunicação da CTB-RS, Alex Santos Saratti, a mobilização da categoria e do movimento estudantil foi fundamental para enfrentar o projeto do governo.
“O dia 26 seria um dia trágico: o Governo Leite/Gabriel iria passar nos trocos 98 escolas públicas, doando através de um leilão cheio de falcatruas. Mas a unidade, coragem e resistência do CPERS e do movimento estudantil ergueram uma grande luta contra a privatização da educação. A defesa da gratuidade do ensino, dos postos de trabalho de professores e funcionários, da autonomia e integralidade do projeto político-pedagógico das escolas e de que os recursos do orçamento não sirvam para encher os bolsos de meia dúzia de empresários unificou a luta e escancarou para a sociedade a verdadeira negociata que são as Parcerias Público-Privadas.”
Saratti destacou que a mobilização não se encerra com o ato realizado nesta sexta-feira e afirmou que a categoria seguirá organizada para impedir o avanço das PPPs na educação pública.
“A luta segue com um intenso calendário de mobilização da categoria. Novos atos e paralisações estão previstas e a expectativa é que o movimento cresça, com a adesão e apoio da sociedade para que não aconteça o leilão.”
Além da defesa da gestão pública das escolas estaduais, os manifestantes reafirmaram a importância da valorização dos profissionais da educação, da preservação do projeto político-pedagógico das instituições e da destinação dos recursos públicos ao fortalecimento da rede estadual de ensino, em vez de beneficiar empresas privadas.
Ao final da manifestação, os organizadores avaliaram o ato como mais um passo na mobilização em defesa da educação pública, gratuita, de qualidade e sob gestão do Estado, reforçando que novas atividades e paralisações deverão ser realizadas nas próximas semanas.









Matéria: Daiana Correia