Lideranças sindicais ampliam mobilização por direitos trabalhistas em marcha em Brasília
A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil participou, nesta quarta-feira (15), da Marcha da Classe Trabalhadora, realizada em Brasília, ao lado de outras centrais sindicais. O ato reuniu milhares de trabalhadores na Esplanada dos Ministérios e teve como objetivo pressionar o poder público por avanços nas pautas trabalhistas.
A mobilização ocorreu após a aprovação de uma agenda unificada durante a Conclat 2026. Entre os principais pontos defendidos estão a redução da jornada de trabalho, o fim da escala 6×1, a regulamentação do trabalho em plataformas digitais e o combate à precarização das relações de trabalho. Também integram a pauta o combate ao feminicídio, o enfrentamento à pejotização, o fortalecimento das negociações coletivas e a garantia do direito de negociação para os servidores públicos.

Durante o percurso até o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto, representantes das centrais também organizaram a entrega oficial das reivindicações ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.
Para o vice-presidente da CTB, Ubiraci Dantas, a mobilização reforça a unidade do movimento sindical em torno de reivindicações históricas. “Estamos em Brasília para defender melhores condições de vida para os trabalhadores. A redução da jornada e o fim da escala 6×1 são fundamentais para garantir dignidade à classe trabalhadora”, afirmou.
O presidente da CTB em São Paulo, Rene Vicente, destacou que o ato amplia o debate sobre temas estruturais. “A marcha fortalece a luta por emprego de qualidade, pela valorização do trabalho e pela defesa da democracia. É um momento importante de mobilização nacional”, disse.
Já o presidente da CTB no Rio Grande do Sul (CTB-RS), Rodrigo Calais, enfatizou a necessidade de pressão sobre o Congresso Nacional. “Essa mobilização mostra que os trabalhadores estão atentos. É no Congresso que essas pautas precisam avançar, e a sociedade precisa saber quem está comprometido com os direitos da classe trabalhadora”, declarou.
A marcha também contou com a presença de Guiomar Vidor, presidente da Federação dos Empregados no Comércio de Bens e de Serviços do Rio Grande do Sul (FECOSUL), que acompanhou as atividades ao lado das lideranças sindicais. Para ele, a mobilização demonstra a força da organização dos trabalhadores em nível nacional e a importância da unidade na defesa de direitos.

Além das mudanças na jornada, a pauta inclui propostas como a valorização do salário mínimo, o fortalecimento das negociações coletivas, a ampliação de políticas de geração de emprego e o combate às diversas formas de violência e precarização que atingem a classe trabalhadora.
A marcha encerrou-se com a expectativa de que as reivindicações avancem no debate político nacional nos próximos meses.
