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Não é hora de falar em extinção, e sim de recompor o patamar histórico do Salário Mínimo Regional. Ao contrário do que têm defendido os empresários, que querem há tempos sepultar o piso regional, a CTB considera que é preciso devolver a ele seu poder de compra de 2001, quando fora criado, ou seja, a correspondência a 1,28 salários mínimos nacionais, o que significaria um reajuste de 15,42%. Por isso considera insuficiente o reajuste de 9% proposto pelo governo e encaminhado à Assembleia Legislativa.

Além disso, a proposta do governo sequer cobre as perdas com a inflação dos últimos períodos. Lembrando: ficaram 4,5% para trás no reajuste, ainda referentes a 2021; este que deveria ser somado aos 5,73% referentes a inflação com base em fevereiro deste ano. Só isso daria um reajuste de mais de 10%.

Outro ponto sobre o qual não há concordância é com a mudança da data-base, de fevereiro para maio. Entendemos que maio é um mês simbólico para os trabalhadores e trabalhadoras, mas não se vive de símbolos. Ao propor a alteração, o governo simplesmente engole mais três meses e não recompõe a diferença percentual que haveria por conta dessa mudança (de fevereiro para maio).

A CTB e as centrais sindicais seguirão lutando pela melhora no índice e por uma política permanente de valorização do salário mínimo regional. Para isso, as centrais sindicais deverão reunir-se na próxima semana com o líder do governo na Assembleia e com os líderes de bancada para construir uma emenda que possa garantir o reajuste pleiteado de 15,42%.


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