3º Congresso Estadual da FETAR RS tem representação de todo estado

Com representações de várias regiões do Estado, que identificam o trabalho assalariado rural na sua essência, a Federação dos Trabalhadores Assalariados Rurais no Rio Grande do Sul (FETAR-RS) iniciou na manhã desta quarta, 8, o seu 3º Congresso Estadual dos Assalariados e Assalariadas Rurais. Com o lema Unir, Reconstruir e Conquistar, o evento acontece no Salão Rio Grande do Ritter Hotéis. A Federação defende e representa legalmente cerca de 200 mil assalariados rurais no Estado.
Com a participação de várias lideranças e autoridades, o presidente da CONTAR, Gabriel Bezerra dos Santos, abriu o 3º Congresso Estadual da FETAR-RS. Um dos pontos que marcou sua manifestação foi o trabalho análogo à escravidão. “É urgente e imprescindível acabar de vez com o trabalho escravo em todo o País. Esperamos que esse congresso, entre suas deliberações, também sinalize neste sentido”, projetou.
Logo após houve a saudação de representantes de diversas entidades, entre elas Gustavo Ferroni, da OXFAM; Naira Hofmeister, Repórter Brasil; Aguinaldo Barcelos, Fetag e CTB-RS; Cláudio Nespolo, MTE; Nílson Airton Laucksen, Sindicato dos Técnicos de Segurança do Trabalho; Claudinei Decarli, FETARP-PR; Cristiana Maria de Andrade, FETAEPE-PE; Gilvar Antunis, CONTAR; Maria Felícia da Luz Castro e Denílson Aguiar (FETAR-RS).
O presidente da FETAR-RS, Nelson Wild, disse que esse Congresso pode ser caracterizado como de consolidação de um trabalho de oito anos. “Quem move o agronegócio é o trabalhador rural e, portanto, indispensável e fundamental para a economia nacional”, justificou.
CONJUNTURA
O deputado estadual Miguel Rossetto e o economista José Silvestre Prado de Oliveira, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), fizeram uma análise de conjuntura com enfoque nos Desafios e nas Perspectivas para os Assalariados e Assalariadas Rurais do RS.
Silvestre projetou que o salário mínimo para 2024 deve crescer cerca de 7%, enquanto que neste ano apresentou um ganho real de 2,81%.
Rossetto focou sua fala em três pontos fundamentais para o trabalhador rural:
1⁰ – Garantir o piso salarial regional,;
2⁰ – Garantir a fiscalização nas relações de trabalho; e
3⁰ – Que o movimento sindical passe a acompanhar o orçamento do Estado.
OFICINAS TEMÁTICAS
Na parte da tarde ocoreram as Oficinas Temáticas: Perspectivas para as organizações sindicais no Brasil e no Rio Grande do Sul, tendo como subtemas:
- Quais mudanças estão sendo discutidas e qual o futuro do movimento sindical no Brasil?
- Qual o cenário para a organização sindical dos assalariados e das assalariadas rurais do Estado?
- Que movimento sindical queremos?
- Desafios para a Organização das Assalariadas Rurais no Rio Grande do Sul.
FONTE: FETAR RS