CTB-RS e centrais sindicais se reúnem com o MPT-RS para debater assédio eleitoral e perseguição a trabalhadores

 CTB-RS e centrais sindicais se reúnem com o MPT-RS para debater assédio eleitoral e perseguição a trabalhadores
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A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Rio Grande do Sul (CTB-RS), juntamente com representantes de outras centrais sindicais, participou, nesta terça-feira (3), de uma reunião no Ministério Público do Trabalho do Rio Grande do Sul (MPT-RS), em Porto Alegre, na sede da Procuradoria Regional do Trabalho da 4ª Região (PRT4). O encontro teve como pauta o crescimento dos casos de assédio eleitoral, perseguição política e violações à liberdade de expressão dos trabalhadores nos ambientes de trabalho.

Durante a reunião, foram debatidas denúncias envolvendo listas de boicote a empresas e estabelecimentos comerciais por posicionamentos políticos de seus proprietários, além de trabalhadores que vêm sofrendo constrangimentos, ameaças e até demissões por manifestarem publicamente seus votos nas redes sociais, especialmente quando suas escolhas políticas divergem das opiniões de seus empregadores.

Participaram pelo MPT-RS o procurador-chefe, Antônio Bernardo Pereira, o vice-procurador-chefe, Anderson de Mello Reichow, e a procuradora e vice-coordenadora do CONALIS, Cristina Gerhardt Benedetti. Os representantes do Ministério Público destacaram que o órgão já vem atuando na apuração desses casos e continuará trabalhando para investigar as denúncias e responsabilizar, conforme a legislação, aqueles que cometerem irregularidades. A intenção é garantir que as medidas adotadas também sirvam de exemplo para coibir novas práticas de assédio e perseguição no ambiente de trabalho.

Os procuradores também ressaltaram a importância das centrais sindicais e dos sindicatos nesse processo, reconhecendo que as entidades representam uma ponte fundamental entre os trabalhadores e o MPT, contribuindo para identificar situações de abuso, encaminhar denúncias e dar visibilidade às violações de direitos.

O presidente da CTB-RS, Rodrigo Callais, manifestou preocupação com as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores para comprovar situações de assédio eleitoral. “Muitas vezes, o trabalhador sofre pressão, ameaças e perseguições, mas não consegue reunir provas suficientes para comprovar o assédio e acaba não levando a denúncia adiante. Precisamos fortalecer os mecanismos de acolhimento e encaminhamento dessas denúncias para que nenhum trabalhador fique desamparado”, destacou Callais.

A vice-presidenta da CTB-RS, Crislaine Carneiro, também chamou a atenção para os riscos de restringir a liberdade política dos trabalhadores. Em sua manifestação, destacou: “Quando se tira o direito da base se posicionar politicamente, isso, para o futuro, pode se tornar muito perigoso.” A dirigente reforçou a importância de defender a liberdade de expressão e o direito de cada trabalhador manifestar suas convicções políticas sem sofrer qualquer tipo de retaliação ou ameaça no emprego.

Ao final do encontro, o MPT-RS comprometeu-se a avançar na construção de um canal de comunicação direto com as centrais sindicais, além de promover reuniões semestrais para acompanhar as denúncias, avaliar os encaminhamentos e fortalecer a atuação conjunta.

Para a CTB-RS, a reunião representa um passo importante no enfrentamento ao assédio eleitoral e na defesa da liberdade política, da democracia e dos direitos da classe trabalhadora. Nenhum trabalhador deve ser perseguido, ameaçado ou demitido por sua posição política ou pelo candidato em quem escolheu votar. O local de trabalho deve ser um espaço de respeito, e não de imposição ideológica.


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