Fim da escala 6×1: presidente da CTB-RS acompanha votação histórica em Brasília
O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Rio Grande do Sul (CTB-RS), Rodrigo Callais, acompanhou ontem, em Brasília, a votação no Senado sobre o fim da escala 6×1. O momento representa um marco na luta por melhores condições de trabalho, mais qualidade de vida e respeito aos direitos da classe trabalhadora e mais tempo para viver.
A proposta foi aprovada pelo Senado em dois turnos, por 75 votos favoráveis e um contrário, sendo o voto divergente do senador do Rio Grande do Sul, Hamilton Mourão (Republicanos), e segue para promulgação. O texto prevê a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial, e dois dias de descanso remunerado.
A redução da jornada de trabalho e a garantia de mais tempo para o descanso, a convivência familiar, o lazer e a vida pessoal são reivindicações históricas do movimento sindical. Para a CTB-RS, a luta pelo fim da escala 6×1 faz parte de uma mobilização construída há anos, com participação nas ruas, em atos, plenárias e articulações políticas em defesa de uma jornada mais humana e digna.
A presença de Rodrigo Callais em Brasília reafirma o compromisso da CTB-RS com essa pauta e com a mobilização nacional dos trabalhadores e trabalhadoras. A Central defende que o avanço nessa discussão precisa se traduzir em melhores condições de vida, sem redução salarial e com garantia de direitos.
A luta pelo fim da escala 6×1 é uma luta por dignidade, saúde e qualidade de vida. A CTB-RS seguirá mobilizada para que a classe trabalhadora conquiste o direito de trabalhar para viver, e não viver apenas para trabalhar.
Eleição de 2026 também coloca em debate o futuro dos direitos trabalhistas
Apesar da aprovação histórica do fim da escala 6×1 no Senado, a CTB-RS alerta para a importância de acompanhar os próximos passos e as propostas que podem impactar a implementação dessa conquista. A eleição presidencial de 2026 também coloca em debate diferentes projetos para o futuro das relações de trabalho no Brasil.
Flávio Bolsonaro (PL) não esteve presencialmente na votação do Senado: estava em agenda de campanha em Porto Alegre e votou remotamente a favor da proposta. Após críticas anteriores, seu apoio ocorreu em meio à disputa eleitoral.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, afirmou que o partido pretende avançar, em 2027, caso Flávio seja eleito, com uma PEC alternativa de pagamento por hora trabalhada, defendida pelo senador Rogério Marinho.
A proposta pode trazer riscos à estabilidade da renda e à garantia de descanso. A CTB-RS defende a redução da jornada sem redução salarial e a proteção dos direitos da classe trabalhadora.








Imagens: André Oliveira